domingo, 21 de julho de 2013

A REPRESENTAÇÃO DO NEGRO NA HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA.

REDAÇÃO 06/2013 
Escrita por: Luzimar Luzia Ribeiro Donda.
 A REPRESENTAÇÃO DO NEGRO NA HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA.
Em quase todas as bibliografias que contam a história do Brasil desde a colonização, tenta minimizar a contribuição do negro, do índio e mestiços na dinâmica social, como se sua contribuição fosse inferior ou menos importante do que dos colonizadores. O negro é colocado como simplesmente a mão-de-obra usada no plantio e nas colheitas de café, de cana, no trabalho do garimpo, etc, como se sua contribuição fosse somente essa, se esquecendo que eles tinham sua origem, seus costumes, sua cultura. Essas suas peculiaridades foram sendo incluídas na cultura brasileira, somente depois da abolição, pois, antes tudo que fazia parte da cultura do negro era visto como algo pagão.  Todo esse modo de pensar e desvalorizar o negro era reflexo dos interesses do poder dominante, que contribuía para que se tivesse uma visão alienada dos verdadeiros agentes históricos que impulsionavam a dinâmica emergente da sociedade brasileira. O negro era visto como um ser inferior e com isso justificando sua escravidão, colocando-o sem capacidade civilizadora. Esse papel de impulsionar a nossa sociedade em direção à civilização, era o papel do branco, do colonizador. Depois do período do império e o surgimento da república brasileira, surgiu a necessidade de contar a história do povo brasileiro, mas, é difícil mudar algo que já estava tão impregnado naquele momento, que era a desvalorização do negro. O racismo era e é um sentimento  muito forte que persiste até os dias atuais.
História do Negro no Brasil é um exercício de busca das nossas principais raízes culturais, nas quais, estão inseridas 49% da população brasileira.Quando se fala em estudar o negro, buscar sua contribuição a cultura brasileira, não podemos esquecer de estudar  sobre a África, sua história e a sua complexidade cultural. Pois por muito tempo a África foi vista como um abastecedor de escravos, somente. Essa parte da história gera sentimentos de desagregação no povo afro-brasileiro e desenvolve um processo de negação na sua origem em função de uma história expropriada do continente africano. A identificação com a África nem sempre é assumida com orgulho pela maioria dos negros brasileiros e, neste sentido, a eloquência do mito da democracia racial no Brasil no ideal de branqueamento, sustentado pela mestiçagem, influência nos contornos na identidade coletiva dos afro-brasileiros induzindo-os aos refúgios simbólicos dos mitos e heróis nacionais, os quais, não os representam. Neste contexto, a imagem caricatural do africano na sociedade brasileira é a do negro acorrentado aos grilhões do passado, imagem construída pela insistência e persistência das representações da África como a terra de origem dos negros escravizados, de um continente sem história e repleta de animais selvagens. A África é tida sempre como o diferente com relação aos outros continentes, há um bloqueio sistemático em pensar o negro sem o vínculo da escravidão. O imaginário social brasileiro tem dificuldades no processo do exercício da cidadania na formulação do modelo de origem dos afrodescendentes.
www.trabalhosfeitos.com/...Negro-Na-Historiografia-Brasileira/579842.h...
www.pco.org.br/causaoperaria/2004/387/18_negros.htm

www.scielo.br/pdf/tem/v12n23/v12n23a07

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