sábado, 27 de abril de 2013

TABELA PARA TRABALHAR VALOR POSICIONAL E NÚMEROS POR EXTENSO

Centena
de milhões
Dezena
de milhões
Unidade
de milhões
Centena de milhar
Dezena de milhar
Unidade de milhar
Centena simples
Dezena simples
Unidade simples


7
9
6
8
4
3
2
8
1
796.843.281
700.000.000
90.000.000
6.000.000
800.000
40.000
3.000
200

80



1

Setecentos e noventa 
Setecentos
noventa
Seis
oitocentos
quarenta
Três
Duzentos
Oitenta
Um
Seis milhões,
milhões
milhões
milhões
mil
mil
mil
Unidades s.
Unidades s.
Unidade s.
Oitocentos e quarenta









Três mil,  duzentos e









Oitenta e uma unidade
3
1
4
2
6
7
8
5
9
314.267.859






























2
4
1
3
2
3
4
1
5
241.323.415






























5
3
3
9
9
8
7
6
6
533.998.766






























7
5
9
3
8
4
2
2
1
759.384.221






























3
4
2
1
4
7
6
8
2
342.147.682






























3
5
6
1
7
3
8
2
9
356.173.829






























1
9
8
2
4
5
6
7
3
198.245.673






























3
2
6
1
7
4
5
8
2
326.174.582






























2
3
9
1
5
8
7
4
6
239.158.746































26/02/13 REPÚBLICA DO BRASIL: REPÚBLICA DA ESPADA

O Império do Brasil, ficou ainda mais enfraquecido com a abolição dos escravos em 1888, visto que os grandes cafeicultores escravocratas, perderam sua mão de obra.  O café era nosso principal produto de exportação, além de apresentar-se como o maior empregador e dinamizador da economia interna. Por isso, os interesses dos cafeicultores estavam sempre em primeiro plano, durante o período do Brasil Império. Outros descontentes com o império eram os grupos urbanos dos mais humildes aos mais abastados, também não se consideravam representados pelo império. O descontentamento só crescia, quando uma junta militar encabeçada por Deodoro da Fonseca tomou o poder no Brasil entre 1889 e 1894, instituindo a República. O governo provisório foi instituído por Deodoro da Fonseca como presidente e Floriano com vice, que tinham como obrigação elaborar uma nova Constituição e até mesmo uma consulta popular sobre qual regime o povo considerava o melhor para o Brasil: República ou Monarquia (que, aliás acabou por ocorrer somente 104 anos após a proclamação da república, em 1993).  Houve uma eleição que a princípio deveria ser direta, mas o que aconteceu foi eleições indiretas, que confirmaram Deodoro e Floriano no poder.
Esse período de governo ficou conhecido como a República das espadas. Deodoro em 1891 é forçado pela primeira revolta armada na baía de Guanabara comandada pelo almirante, Cústódio de Melo, que ameaçava bombardear o Rio de Janeiro, a deixar o poder e quem assume é o vice Floriano, nessa época havia vários problemas políticos, como desemprego, atritos com as oligarquias cafeeira, que queria o poder e a inflação estava crescente. Floriano Peixoto assumiu a presidência, e entre seus atos, estatizou a moeda, com uma emissão de moeda-ouro estável, estimulou a indústria, para promover o emprego, com isso baixou o preço de imóveis e alimentos, com o salário justo. Floriano também repreendeu movimentos monarquistas e entre seus atos, proibiu o Jornal do Brasil, na época com inclinações monarquistas, de circular até o final de seu governo, pois não era monarquista. Floriano Peixoto ficou conhecido como Marechal de Ferro, pela sua dureza que abafou a revolta da segunda armada, que era composta por revoltosos da marinha, almirantes Saldanha da Gama, Eduardo Wandenkolk e Custódio de Melo, ex-ministro da Marinha e candidato declarado à sucessão de Floriano. Sua adesão refletia o descontentamento da Armada com o pequeno prestígio político da Marinha.
A República da Espada significou um período de transição, onde o poder político fora preparado para as oligarquias. A partir desse momento, as novas figuras da elite nacional assumiram um regime que só se demonstrava liberal no campo das teorias. Na prática, a violência e a exclusão contra as camadas populares perpetuaram uma série de vícios e desmandos encontrados ainda hoje.


REDAÇÃO: 21/01/12 o Humanismo no Renascimento e a sua concepção de Idade Média
“A QUEDA DE UM, É O TRIUNFO DE OUTRO”
A fase Renascentista (XIII á XVII) da história fez a ligação entre Idade Média (século V ao XV) e a Idade Moderna (29 de maio de 1453, ou século XV). Antes de falarmos sobre o humanismo no Renascimento, vamos refletir como esse fato importante teve seu início. Começou com a crise do Império Romano e as Invasões Bárbaras,
favorecendo um processo de ruralização das populações que não mais podiam empreender atividades comerciais, em razão das constantes guerras promovidas pelas invasões bárbaras e a crise dos centros urbanos constituídos durante o auge da civilização clássica.
A ruralização da economia atingiu diretamente as classes sociais. Antes tinha a classe de escravos e plebeus, após o ingresso dos povos germânicos, uma nova classe surgiu, a campesina que consolidou como a principal força de trabalho dos feudos. Trabalhando em regime de servidão, o camponês estaria atrelado à vida rural devido às ameaças dos invasores bárbaros e a relação pessoal instituída com a classe proprietária, ali representada pelo senhor feudal. Após a morte do senhor feudal os feudos eram passados para o primeiro filho homem, para que não houvesse a divisão das terras. Os outros filhos nobres, mas sem terra, ingressavam nas cruzadas religiosas, que tinha como objetivo a expansão da religião católica, mas, os nobres sem terra iam para conseguir um pedaço de terra. Até nessa época o que prevalecia era o teocentrismo, ou seja, Deus era o centro de tudo, quem dominava era a igreja.
Voltando aos feudos, após as invasões bárbaras ficarem mais contidas, as pessoas começam a sair ou fugir dos feudos e se aglomerarem fora das muralhas, formando os burgos, as cidades. Com isso surgindo uma nova classe social, os burgueses, que não aceitavam as leis da igreja que colocava os empréstimos, o lucro, como sendo pecado. Nesse período a igreja católica estava enfraquecida, para continuar no poder, surge os Estados Absolutistas, que une a igreja e os nobres. Quem escolhia o rei que ia governar era a igreja, e esse era visto como representante soberano de Deus. Os nobres tinham sangue a azul, mas não tinham dinheiro, então começaram os casamentos entre a nobreza e a burguesia.
Com o aumento das cidades, têm início as grandes navegações, que levam as pessoas a valorizar crescentemente as conquistas humanas. Esses fatores combinados levam a um processo que atinge seu ponto máximo no Renascimento. Como conseqüência dessa nova realidade social, o Teocentrismo pregado e defendido durante tantos anos pelas classes anteriores, passa a dar lugar para o Antropocentrismo, nova visão onde o homem se coloca como sendo o centro do Universo. Tudo passa a ser comprovado pela razão e não pela fé. O homem passa a ser encarado como ser humano, e não mais como a imagem de Deus. Todas as Artes passam a ser mais humanistas, os poemas e as músicas da época passam a retratar mais o ser humano em sua formação.
Essas mudanças, não significam que a religião estava acabando, mas, apenas que nesse momento os artistas passavam a embutir em suas obras também o lado humano.
Apartir do surgimento dos burgueses, das cidades, do antropocentrismo, também começa a Modernidade.
Então por esse motivo a todo o momento para entendermos as mudanças das classes sociais e econômicas e culturais e artísticas atuais, precisamos primeiro entender seu início.


FATORES QUE AMPLIARAM O ESTUDO DA HISTÓRIA REGIONAL 02/04/2013
Quando estudamos a história a partir do enfoque, História Regional, estamos enfatizando a necessidade de pesquisarmos espaços e contextos que ficam esquecidos, estamos salientando a necessidade de ampliarmos os objetos de estudos para conhecermos melhor a história do país, valorizando as peculiaridades. O estudo regional nos permite estabelecer comparações, uma vez que, ao estabelecermos uma relação do regional com o nacional, nossa visão e compreensão de determinado fato se amplia, possibilitando romper com estereótipos historiográficos.
[...] o estudo regional oferece novas óticas de análise do estudo de cunho nacional, podendo apresentar todas as questões fundamentais da História (como os movimentos sociais, a ação do Estado, as atividades econômicas, a identidade cultural etc.) a partir de um ângulo de visão que faz aflorar o especifico, o próprio, o particular. A historiografia nacional ressalta as semelhanças, a regional lida com as diferenças, à multiplicidade. A historiografia regional tem ainda a capacidade de apresentar o concreto e o cotidiano, o ser humano historicamente determinado, de fazer a ponte entre o individual e o social. [...] (SILVA, 1990, p.13).
No Brasil, os estudos regionais de história proliferaram, sobretudo, a partir das décadas de 1970 e 1980. Suas maiores expressões ocorreram com mais intensidade no campo da História Agrária e da História Política. Esses estudos continham por pressupostos metodológicos a pesquisa empírica, quase sempre ancorada sobre um número expressivo de fontes seriadas, o qual só era possível de ser realizado através de um recorte espacial regional bem específico.
Apartir de seu surgimento o estudo da história regional foi se ampliando pelo fato de não bastar mais só estudar a história do Brasil, mas era preciso saber questões mais particularizadas de cada região brasileira, pois cada uma tinha sua história. Com todo esse interesse por temas regionais houve a instalação e ampliação de cursos de pós-graduação em todo país, comprometidos com temas locais. As transformações recentes da história brasileira, que mudaram fortemente a organização espacial do país, com destaque para região Norte e Centro Oeste foram também um dos motivos desse interesse em conhecer e saber as peculiaridades de cada região, pois até mesmo porque o conceito de região sofreu modificação.
A história regional proporciona ao historiador entender ainda mais o espaço global, pois possibilita saber dos detalhes que levaram a esta ou aquela mudança tanto no lado político, social ou econômico de uma região, ou maior, do país.

REFERÊNCIAS
BARROS, José D’ Assunção. O campo da História: especialidades e abordagens. Petrópolis, RJ:
Ed. Vozes, 2004.
SILVA, V. A. C. Regionalismo: o enfoque metodológico e a concepção histórica. In: SILVA, M.
JUNGBLUT, Cesar Algusto. História Regional. Indaial: Uniasselvi, 2011